É madrugada.
Caminhando na dúvida do que se passou, segue os passos que foram dados antes do seu tempo.
Não tem certeza do caminho a seguir, mas apenas sabe no seu íntimo do seu próprio ser que tem de seguir viagem. Sem pressas.
E a cada passo que dá, medita em tudo o que vê. E percebe. O segredo para a sua vida está nas pequenas coisas. Nas suas pequenas coisas. Coisas que escapam às vidas aceleradas e angustiantes de gentes a quem o mundo é apenas mais, mais, mais.
E pára. Olha à volta e no escuro da madrugada começa a ver com outros olhos as cores que dali emergem. Cores que não passam de diferentes tons a libertarem-se das amarras da noite, com a força de quem sabe como colorir o mundo. Observa as amarras a serem puxadas, cada vez mais esticadas. Sente-se a tensão no ar, até que aos poucos elas quebram. E são cores ainda utópicas, visíveis apenas no sentir dele. Imaginação e sonho misturados mas que dão sentido e forma a tudo.
E então recomeça a andar.
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