3 de janeiro de 2016

Aurora

No mundo frio que habita, sente confusão no calor que sente. De alguma forma busca a paz interior no conflito das emoções. O mundo não abranda, e ele só agora começou a avançar. Parando.
Não deixa de ser apenas o sentir, aquilo que o impele a mudar de vida. A mudar o seu coração.
Ainda está perdido. Ele sabe-o. Mas a cada instante que passa, encontra mais um pouco daquilo que faz bem à alma. Que aconchega o coração. E isso deixa-o, se não feliz, com um sorriso largo estampado no corpo.
Liberta-se da noite como a geada derrete com os raios da manhã. De forma progressiva, encharcando tudo à sua volta. É assim que a vida em si cresce. Aos poucos, mas finalmente sem barragens que contenham a abundância do que sente. Encharca-se no calor que sente e encharca o mundo frio que habita.
O mundo não abranda, e não acorda. Mas para ele, a Aurora de um novo dia traz a esperança de que tudo faça sentido.

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